Os gestores que não analisam adequadamente as métricas de sua loja online podem estar perdendo dinheiro e clientes. Por outro lado, o domínio sobre o ROI no e-commerce permite que você extraia o máximo de valor de todos os investimentos realizados.

Quanto maior for o retorno sobre o investimento, maior é a lucratividade alcançada. E isso vale para todas as formas de gastos: compra de produtos, marketing, despesas com o site, entre vários outros investimentos que você realiza.

Quer entender melhor a importância do ROI no e-commerce e entender como otimizar essa métrica? Então confira logo a seguir.

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Acompanhar dados e KPI’s de e-commerce é muito importante para o crescimento sustentável do negócio. Isso porque a mensuração de dados é o termômetro para as ações de curto, médio e longo prazo.

É por conta disso que, se você tem uma loja virtual, ficar de olho nos indicadores do e-commerce é algo que não pode ficar de fora das suas estratégias.
 

A seguir, esclareça as suas dúvidas sobre KPI’s de e-commerce e, principalmente, quais indicadores analisar para aumentar as vendas. Vamos lá?
 

O que são KPI’s de e-commerce e qual sua importância?

KPI é uma sigla na língua inglesa para “Key Performance Indicators”, algo que pode ser traduzido como “indicadores-chave de performance”. 
 

Essas métricas são importantes para quem empreende no meio digital, tendo em vista que indicam o desempenho das diversas áreas de um negócio, tais como as vendas, o marketing, o atendimento ao cliente, entre outras.
 

Os indicadores são fundamentais para que os gestores possam avaliar o negócio como um todo e conquistar bons resultados. Não é errado dizer que os KPI’s de e-commerce funcionam como um ponto de partida para o desenvolvimento de boas estratégias.
 

Quais são os 8 principais KPI’s de e-commerce para acompanhar?

Existem diversos KPI’s de e-commerce que podem ser acompanhados. Por isso, convém fazer um levantamento para descobrir quais deles são mais interessantes e úteis para o seu negócio.
 

O acompanhamento desses dados pode ser feito por meio de plataformas próprias do seu e-commerce ou de serviços como o Google Analytics.
 

A seguir, confira alguns dos principais KPI’s de e-commerce.
 

1. Abandono de carrinho

O abandono de carrinho é um dos KPI’s de e-commerce mais importantes de serem acompanhados. 
 

Isso porque essa métrica possibilita que se examine com maior precisão o que está fazendo com que os usuários abandonem as compras na sua loja virtual.
 

Existem diversos motivos para os compradores abandonarem os produtos no carrinho. Destacam-se, nesse sentido, o frete muito caro, a pouca diversidade de formas de pagamento, a lentidão do site, a sensação de insegurança do consumidor etc.
 

A partir da obtenção da taxa de abandono de carrinho, você poderá desenvolver estratégias para reverter essa situação. 
 

2. Tempo de carregamento de páginas

O tempo de carregamento das páginas do seu e-commerce também é importante de ser mensurado e acompanhado. O ideal é que os sites não levem mais de 7 segundos para serem totalmente mostrados aos usuários.
 

Se o site do seu e-commerce for lento, as pessoas podem ficar irritadas e simplesmente abandonar a compra. Quando isso acontece, é bem provável que elas procurem por produtos similares em lojas concorrentes.
 

O pior de tudo é que esses consumidores podem se fidelizar em um concorrente e nunca mais voltar a comprar de você. Ou seja, a perda vai muito além de uma simples venda.
 

Por isso, mensurar o tempo de carregamento de páginas é necessário para quem tem lojas virtuais.
 

Além da experiência do cliente, o Google considera o tempo de carregamento das páginas como fator para melhor ranquear as páginas nos resultados de buscas feitas pelos usuários.
 

3. Taxa de conversão em anúncio

Entre as estratégias de marketing digital para e-commerces, uma das mais eficientes são os anúncios em redes sociais ou em canais como o Google Ads.
 

Uma vez que você configura novos anúncios, é importante definir um acompanhamento de conversões, sendo esse mais um dos importantes KPI’s de e-commerce.
 

Em alguns casos, a conversão acontece rapidamente, em até um dia após o clique. Já em outras situações, o tempo vai mais além e as conversões podem ser registradas em até 90 dias após os cliques.
 

O ideal é que esse tempo seja reduzido o máximo possível, e é por esse motivo que acompanhar esse indicador de desempenho se faz tão necessário.
 

Se os anúncios que você criou estiverem demorando muito para converter, talvez seja interessante fazer alterações. Uma abordagem mais persuasiva nos textos e imagens, por exemplo, pode convidar mais pessoas a clicarem em seus anúncios e comprar os seus produtos.
 

4. Taxa de conversão de vendas

A taxa de conversão de vendas é a relação entre o total de pessoas que acessam o site de um e-commerce e o total de clientes que finalizam uma compra.
 

De acordo com uma publicação do portal Digitalks, no Brasil, a taxa de conversão média de uma loja virtual é de 1,33%.
 

Ou seja, a cada 1000 pessoas que acessam um e-commerce, apenas 13 vão realmente finalizar as suas compras naquele momento.
 

Apesar de o número parecer baixo, ele é bem satisfatório, tendo em vista que uma loja bem acessada pode receber milhares de visitas por dia. 
 

No entanto, se você perceber que a sua taxa de conversão de vendas está muito abaixo da média, algumas medidas devem ser tomadas.
 

Melhorar o preço e o mix de produtos, criar promoções, oferecer frete grátis, entre outras estratégias são interessantes para aumentar a taxa de conversão de vendas.
 

5. Teste A/B

O teste A/B visa comparar duas ou mais versões de uma página, para que se saiba qual delas proporciona um resultado mais satisfatório para o seu negócio.
 

De tal maneira, realizar testes A/B pode gerar indicadores dos mais interessantes para melhorar o seu negócio online.
 

Ao realizar um teste A/B, é importante que você saiba qual é o objetivo específico que ele tem nessa aplicação. 
 

Você pode testar, por exemplo, a eficácia de um conteúdo mais avançado, com fotos, vídeos e atividades interativas, em vez de um simples texto descritivo.
 

Para isso, defina um período, como de uma semana, por exemplo, para mostrar a página dos produtos de duas maneiras: ora com conteúdo avançado, ora com texto simples.
 

Deve-se trabalhar para que as duas páginas sejam acessadas pela mesma quantidade de pessoas, de forma aleatória. No final do teste, veja qual delas gerou mais vendas.
 

Com esse KPI de e-commerce, você vai saber qual é a preferência dos seus clientes em relação ao tipo de página, para que eles se sintam mais confiantes e confortáveis para fazer uma compra.
 

O mesmo pode ser feito com diversas variáveis, para que se possa conhecer indicadores e sempre promover melhorias na sua loja virtual.
 

6. Bounce rate

A bounce rate, também conhecida como taxa de rejeição, é o indicador de desempenho que mostra qual é a porcentagem de visitantes que saem de uma página sem executar qualquer tipo de ação, como clicar em um link ou preencher um formulário de compra.
 

É o que acontece quando alguém acessa o seu e-commerce, olha a página e simplesmente fecha, sem pesquisar produtos ou colocá-los no carrinho.
 

Esse também é um dos KPI’s de e-commerce que devem ser acompanhados, tendo em vista que todas as pessoas que entram na loja virtual são possíveis compradoras. E, se a maioria delas abandonar a página, o seu negócio terá prejuízo.
 

De acordo com um estudo desenvolvido pela Go Rocket Fuel, a bounce rate média dos e-commerces varia entre 20% e 45%. Logo, se a taxa de rejeição do seu negócio estiver muito acima desse número, convém ligar o sinal de alerta e desenvolver ações para que essa situação seja revertida.
 

7. CAC

Saber quanto você gasta para conquistar novos clientes para o seu e-commerce é algo bem importante. 
 

A métrica que permite esse acompanhamento se chama Custo de Aquisição de Cliente (CAC). Para calculá-la é bem simples: somente é necessário que você divida a soma dos seus investimentos para conquistar novos clientes pelo número de compradores conquistados naquele período.
 

Vamos supor, por exemplo, que em um trimestre do ano, você investiu R$ 5 mil em marketing e conquistou 10 novos clientes fixos para o negócio. Nesse caso, o seu CAC é de R$ 500.
 

Em suma, o CAC deve ser menor que o lucro gerado pelos clientes. Porém, você deve sempre buscar meios para reduzi-lo cada vez mais, aumentando o potencial de lucratividade da sua loja virtual.
 

8. Ticket médio

O ticket médio também se soma aos KPI’s de e-commerce interessantes. O indicador, basicamente, mostra o valor que cada cliente costuma gastar, em média, ao fazer compras na sua loja virtual.
 

O cálculo do ticket médio é bastante simples e exige apenas que você conheça outros dois critérios, que são o valor total faturado em um período e o número de pedidos.
 

Assim sendo, para fazer a conta do seu ticket médio, basta que se divida o faturamento do mês pela quantidade de vendas realizada no mesmo período.
 

Quanto maior for o ticket médio, melhor! Para aumentá-lo, você pode desenvolver ações estratégias, como dar frete grátis para os clientes que comprarem acima de um valor X.
 

Qual é o trabalho do gestor em relação a esses dados?

No meio empresarial, há um ditado que diz: “quem não mede, não gerencia”. Acompanhar KPI’s de e-commerce, portanto, é algo necessário para todos os gestores de e-commerce.
 

Por meio desses indicadores, você poderá tomar melhores decisões para o seu negócio e atingir os objetivos da empresa, como o crescimento das vendas.
 

Além disso, é por meio dos KPI’s que um gestor entende em quais canais ele deve investir em marketing, as melhorias que precisa fazer no site, promoções que podem dar mais certo etc.
 

O gestor de e-commerce, portanto, tem uma relação bem interessante com os KPI’s e deve considerá-los ao desenvolver o seu trabalho. Dessa forma, o negócio poderá ter um crescimento em vendas mais interessante e saudável.
 

O nosso desejo é que você tenha conseguido entender mais sobre KPI’s de e-commerce e como eles são importantes para que sejam tomadas as melhores decisões para aumentar as vendas nos negócios online.
 

Em e-commerces, outra estratégia importante a ser desenvolvida é a do funil de vendas. Confira! 

Você já conhece os impactos das regras da LGPD no e-commerce? A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) surgiu para regular a proteção de dados pessoais e afeta as organizações de todos os setores – especialmente aquelas que coletam dados para operações online.

Em meio ao cenário de pandemia e crescimento das vendas online, os e-commerces precisam ter uma atenção ainda maior com a LGPD. Diversos cuidados precisam ser tomados para gerenciar corretamente os dados pessoais de clientes, fornecedores e outras pessoas que possuem relação com a empresa.
 

Quer entender como você pode se adequar às regras da LGPD no e-commerce? Confira logo a seguir!
 

O que você precisa saber sobre a LGPD?

Com muita frequência, dados altamente confidenciais são usados indevidamente para fins publicitários ou mesmo transmitidos a terceiros. E, apesar de já existirem normas sobre o assunto, ainda não existia uma legislação específica para regular a proteção de dados pessoais – especialmente considerando as operações em formato digital. Foi justamente para isso que foi criada a Lei Geral de Proteção de Dados.
 

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é a versão brasileira do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia – que é uma norma que estabelecesse princípios básicos para o tratamento de dados. Trata-se de um conjunto de normas claras e rígidas sobre o tratamento de dados no Brasil – aumentando a liberdade e a privacidade dos usuários.
 

O principal objetivo da LGPD é garantir que os dados do usuário estejam seguros e sejam coletados somente com o seu consentimento. Por isso, estão previstas graves punições para as empresas em caso de vazamentos, roubo ou uso indevido dos dados pessoais.
 

As determinações sobre a proteção de dados pessoais estão previstas na Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (LGPD). Veja quais são as principais delas:

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:

I – o respeito à privacidade;

II – a autodeterminação informativa;

III – a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;

IV – a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;

V – o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;

VI – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e

VII – os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas naturais.

Obrigações da LGPD no e-commerce

As lojas de comércio eletrônico processam dados pessoais. Elas coletam, armazenam ou de outra forma usam informações que poderiam identificar um indivíduo. Por essa razão, é fundamental observar as normas da LGPD no e-commerce.
 

Veja alguns exemplos de dados pessoais que são processados por um e-commerce em suas operações:

  • Nomes, endereço de e-mail, endereços de entrega e outras informações que podem ser usadas para identificar diretamente os indivíduos.

  • Detalhes do cartão de pagamento e, em alguns casos, informações confidenciais ou reveladoras que devem ser processadas com segurança.

  • Informações técnicas, como endereços IP e cookies, que podem ser usados para identificar indiretamente os indivíduos.

Todos esses são dados que devem ser tratados corretamente para evitar complicações para a empresa e para os usuários. Neste sentido, as obrigações da LGPD no e-commerce são baseadas nos seguintes princípios:

  1. Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;

  2. Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento;

  3. Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados;

  4. Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;

  5. Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;

  6. Transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial;

  7. Segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;

  8. Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais;

  9. Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos;

  10. Responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas.
     

Penalidades no descumprimento das normas

Quando as normas da LGPD no e-commerce não são observadas é preciso encarar uma série de penalidades. O artigo 52 da LGPD prevê as seguintes sanções que podem ser aplicadas em razão de infrações cometidas às normas previstas nesta na lei:

  • Advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;

  • Multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração;

  • Multa diária, observado o limite total de R$ 50.000.000,00

  • Publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;

  • Bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;

  • Eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;

  • Suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de tratamento pelo controlador;

  • Suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período;

  • Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.
     

7 dicas para se adequar às regras da LGPD no e-commerce

Afinal, como se adequar às regras da LGPD no e-commerce?
 

Além de seguir os princípios da Lei Geral da Proteção de Dados que vimos anteriormente, existem diversas outras medidas que podem ser adotadas. Veja algumas dicas para colocar isso em prática:

1. O consentimento é fundamental

A LGPD capacita os usuários a controlar exatamente como seus dados são usados. Como resultado, ser compatível com a LGPD no e-commerce significa que você não pode presumir o que seus usuários desejam.
 

Ou seja, você deve garantir que os usuários que passam pelo seu site autorizem o uso de seus dados para as mais diversas finalidades – como envio de e-mails com promoções ou veiculação de anúncios personalizados.
 

2. Colete apenas os dados de que você precisa

O coração da conformidade com a LGPD no e-commerce é proteger os dados das pessoas. Você pode limitar sua exposição não coletando dados desnecessários.
 

Se não houver valor comercial em saber, digamos, para qual empresa seu comprador trabalha, a LGPD lhe dá um incentivo para nem perguntar. A lógica é bem simples: se você não vai usar as informações, não as peça. E se você for usá-las, seja bem claro para que você usará.
 

Por exemplo, às vezes você verá páginas de checkout que pedem o número de telefone de um comprador. Os proprietários de lojas precisam se perguntar: “para que vou usar o número de telefone dessa pessoa?”
 

Definitivamente, existem razões legítimas para solicitar um número de telefone. Pode ser para campanhas de SMS ou como proteção contra pedidos fraudulentos. Entretanto, é preciso que isso fique claro para os consumidores.
 

3. Deixe tudo bem claro

Outra palavra-chave quando falamos sobre LGPD no e-commerce é “transparência”. Você pode colocar um link “cancelar” em seu site ao lado de “assinar”. Você pode criar um link diretamente para seus termos e condições no rodapé. E sua política de privacidade.
 

Colocar tudo isso abertamente é uma das maneiras mais simples de se proteger de preocupações com a conformidade com a LGPD.
 

4. Não faça coisas questionáveis

Em grande parte dos casos, se adequar às regras da LGPD se resume a simplesmente não ser sorrateiro. Se você for honesto e transparente e implementar as práticas recomendadas, não enfrentará maiores complicações.
 

Mantendo em mente os princípios da LGPD e tomando os cuidados necessários para ser transparente, a maior parte das ameaças já serão neutralizadas.
 

5. Atualize sua política de proteção de dados

Atualizar sua política de privacidade é um passo importante para se adequar às regras da LGPD no e-commerce. Conforme já vimos, é importante manter todas as comunicações com os consumidores relacionadas aos dados o mais transparente possível. Quando não há nada a esconder, o procedimento fica ainda mais simples.
 

Se estiver envolvido com outras ferramentas de terceiros, certifique-se de que elas também sejam compatíveis com a LGPD – incluindo plataformas de marketing por e-mail, fornecedores de loja online e aplicativos móveis de terceiros.
 

6. Faça os ajustes necessários no site

Alguns ajustes podem ser necessários no site da sua empresa para garantir adequação às normas da LGPD no e-commerce. Veja os principais desses ajustes:
 

Formulários de inscrição

Esta é a forma padrão com que as empresas coletam informações, portanto, você precisa ajustar todos os formulários que usa. Isso inclui algumas práticas simples:

  • Adicionar uma caixa de consentimento sobre a finalidade dos dados

  • Não solicitar dados que não serão usados
     

Uso de cookies

Informe seus visitantes em linguagem simples sobre a finalidade de seus cookies e rastreadores antes de definir qualquer coisa que não seja os cookies estritamente necessários.
 

Existem diferentes maneiras de as empresas implementarem isso, mas geralmente estamos falando de uma pequena caixa que surge quando o usuário acessa o site pela primeira vez – que permite selecionar quais cookies podem ser usados.
 

7. Monitore constantemente

As empresas devem reconhecer que ser transparente sobre como os dados são usados e protegidos agora é exigido por lei. Cada organização deve definir um escopo para o qual coletam dados específicos.
 

Você só deve coletar informações pessoais necessárias para fornecer o serviço ou produto e nada mais. Além disso, os dados não devem ser compartilhados para outros fins não relacionados.
 

Outra grande coisa é manter os dados protegidos contra hackers, precisos e atualizados, e até mesmo excluí-los após um período.
 

Com as dicas que vimos ao longo deste artigo, você tem condições de se adequar às regras da LGPD no e-commerce. Porém, continue acompanhando as novidades sobre o assunto – afinal, trata-se de uma legislação nova que ainda pode passar por mudanças.
 

A LGPD chegou para beneficiar a todos!

Na opinião de muitas pessoas, a LGPD é uma norma que já deveria ter sido criada há muito tempo. Suas normas garantem direitos básicos aos usuários que navegam pela internet e compartilham seus dados com empresas – gerando mais segurança para todos.
 

Além disso, um e-commerce tem condições totais de continuar executando suas operações de vendas e publicidade com eficiência mesmo incorporando as limitações impostas pela LGPD. Ou seja, todos podem sair ganhando com essa lei.
 

-> Confira também: Ações de sustentabilidade: como o e-commerce pode ajudar na preservação do planeta
 

A sua empresa já está se adequando às regras da LGPD no e-commerce? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário!

É cada vez mais comum vermos empresas investindo em ações de sustentabilidade para minimizar seu impacto no planeta. Mas o que isso representa na prática para um e-commerce? Quais são as etapas para tornar seu negócio mais sustentável sem perder dinheiro?

Ao contrário do que muitos gestores ainda pensam, investir na sustentabilidade não é apenas uma despesa. Atualmente, as ações de sustentabilidade são importantes não apenas para o meio ambiente, mas também para seus resultados financeiros. Afinal, os consumidores esperam que todas as empresas, grandes, pequenas, físicas e digitais adotem a gestão ambiental.
 

Em uma pesquisa da Nielsen, 81% dos entrevistados disseram que concordam com a afirmação: “é extremamente ou muito importante que as empresas implementem programas para melhorar o meio ambiente”.
 

Então, como você garante que seu e-commerce atenda às expectativas dos compradores? Neste artigo vamos entender mais sobre a sustentabilidade para sua empresa. Confira!
 

O que é sustentabilidade, exatamente?

De modelos de negócios a embalagens de produtos, as ações de sustentabilidade pode assumir muitas formas – e todas elas terão um grande impacto nos negócios de comércio eletrônico nos próximos anos.
 

Em sua forma mais básica, sustentabilidade se refere a um equilíbrio duradouro que permite aos humanos (e tudo o mais que vive neste planeta) obter o que precisamos da terra sem abusar e estender seus recursos.
 

À medida que sustentabilidade cresceu e se tornou uma palavra da moda, seu significado ficou um pouco nebuloso. Para compreender melhor esse conceito, vamos usar a explicação de sustentabilidade de Michael Ben-Eli para o Instituto Buckminster Fuller. É uma interpretação concreta baseada na aplicação da sustentabilidade em cinco domínios principais:

  • O domínio material constitui a base para regular o fluxo de materiais e energia que sustentam a existência – em outras palavras, como usamos, conservamos, regeneramos e gerenciamos nossos recursos.

  • O domínio econômico fornece um guia para criar e administrar riqueza – em outras palavras, como países, empresas, sociedades, mercados e pessoas desenvolvem valor.

  • O domínio da vida fornece a base para o comportamento apropriado na biosfera – como as pessoas podem viver em equilíbrio com a natureza.

  • O domínio social fornece a base para as interações sociais – o direito de cada ser humano à autorrealização e à liberdade.

  • O domínio espiritual identifica a orientação atitudinal necessária – em outras palavras, a base para um código universal de ética.

Os consumidores estão exigindo comércio eletrônico sustentável

As marés estão mudando e a sustentabilidade está se tornando uma iniciativa maior para muitas empresas. E isso ocorre por dois motivos principais:

  1. Uma preocupação genuína das partes interessadas da empresa em operar de forma mais sustentável e ética.

  2. A sustentabilidade também está se tornando um bom senso financeiro porque os clientes estão clamando por ela.

Aqui estão algumas estatísticas a serem consideradas sobre a relação dos consumidores com ações de sustentabilidade:

Os consumidores estão valorizando esses esforços. Eles estão apoiando ativamente as empresas que realizam ações de sustentabilidade com suas carteiras. Como uma empresa, se você pode tomar uma decisão que terá um impacto econômico e ambiental positivo, por que você não faria essas mudanças?
 

Claro, há algumas advertências para isso.
 

Em primeiro lugar – e isso se aplica à maioria dos aspectos de negócios e marketing – conheça seu público. Para o bem ou para o mal, alguns dados demográficos e bases de consumidores darão menos valor às ações de sustentabilidade do que outros. Embora a adoção de práticas de negócios mais sustentáveis beneficie o meio ambiente e a perspectiva para as gerações futuras de qualquer maneira, você pode não ver o mesmo ROI se o seu público em particular não for tão focado na sustentabilidade.
 

Em segundo lugar, certifique-se de que não está fazendo mudanças sustentáveis apenas para cortejar a crescente base de clientes – mas sim que está realmente buscando fazer uma diferença genuína para o meio ambiente. Os consumidores atuais e potenciais verão através dos esforços quais empresas estão defendendo a sustentabilidade da boca para fora, sem fazer mudanças reais.
 

Como implementar ações de sustentabilidade no seu e-commerce?

Você está disposto a implementar ações de sustentabilidade no seu e-commerce para ajudar na preservação do planeta e acompanhar essa tendência? Aqui estão algumas dicas para colocar isso em prática:
 

1. Atualize o ethos de sua marca

O ethos de sua marca diz aos clientes quem você é como marca e o que você valoriza. Pode ser uma parte importante para descobrir a história de sua marca e como seus clientes o veem. Uma marca sustentável é aquela que assumiu uma postura clara sobre a sustentabilidade e assumiu as práticas ambientais ou sociais para apoiá-la.
 

Como uma empresa de comércio eletrônico, a ethos da sua marca deve ser refletida em seu site e canais. Pode ser transmitido de forma consistente por meio de uma declaração forte em seu site, suas postagens de blog, sua mídia social e todo o seu conteúdo.
 

2. Implemente transporte sustentável

A demanda por remessa rápida no comércio eletrônico nunca foi tão alta. E o volume de itens enviados como resultado de compras online tem um enorme impacto ambiental. Uma boa parte desse impacto vem da “última milha de entrega” do processo de envio, quando a embalagem é movida de um centro de distribuição para um endereço residencial, o que aumenta a poluição veicular em áreas residenciais.
 

Há muitas maneiras de reduzir o impacto do transporte, desde o uso de embalagens recicláveis ou redução da quantidade de embalagens até a impressão de etiquetas em impressoras térmicas para economizar tinta. Mas outra maneira de melhorar o envio é investigar programas ecológicos de grandes transportadoras – que podem oferecer faturamento sem papel e outras opções verdes.
 

Outra forma de tornar suas práticas de envio mais sustentáveis é reduzir o tempo de devolução de mercadorias, já que o envio em ambos os sentidos obviamente duplica o impacto. Forneça descrições de produtos e informações de tamanho muito claras (se relevantes) para garantir que os clientes saibam exatamente o que estão comprando. Você também pode adaptar sua política de devolução para desencorajar os clientes de, digamos, comprar vários tamanhos de um item para ver o que se encaixa melhor.
 

3. Reduza a embalagem

Você já fez um pedido em um e-commerce para comprar um pequeno item e recebeu uma caixa gigante com várias embalagens de plástico? Esse é apenas um exemplo de como o desperdício de embalagens é um dos problemas de sustentabilidade de muitas marcas de comércio eletrônico. De acordo com dados do First Insight, quase metade das pessoas acha que as remessas da Amazon incluem embalagens em excesso (embora isso varie entre as gerações).
 

Fazer esforços concretos para reduzir o desperdício de embalagens de comércio eletrônico pode ter um impacto significativo nas ações de sustentabilidade de sua empresa. Isso pode envolver a compra de caixas em mais tamanhos para melhor caber em itens menores. Caixas muito grandes não apenas desperdiçam espaço, mas também requerem mais material de embalagem para proteger os itens.
 

4. Crie políticas de reciclagem

Além de dimensionar as caixas e acompanhar as embalagens de acordo com o tamanho do item que está sendo enviado, outra das ações de sustentabilidade que seu e-commerce também pode aplicar para a reduzir o desperdício é escolher embalagens e materiais de embalagem sustentáveis.
 

Aqui estão alguns fatos rápidos:

  • A reciclagem de papelão consome apenas 75% da energia necessária para fazer um novo papelão.

  • Uma tonelada de papelão reciclado economiza 9 metros cúbicos de espaço no aterro.

Usando caixas de papelão e outras embalagens recicláveis você pode tornar o processo de reciclagem mais fácil para os clientes. Dessa forma, sua empresa pode reduzir drasticamente a quantidade de lixo que produz.
 

5. Reduza o desperdício de energia

As ações de sustentabilidade também podem ir além de suas práticas de remessa e composição de produtos, incluindo como seus escritórios e depósitos são administrados. Fazer mudanças simples, como desligar o equipamento quando não estiver em uso, investir em iluminação de baixo consumo e reduzir a temperatura no escritório pode reduzir significativamente as contas de energia.
 

A primeira etapa para reduzir o desperdício de energia em sua infraestrutura de negócios é fazer uma auditoria energética para determinar onde os cortes podem ser feitos. Você pode então começar a fazer alterações com base no que será o levantamento mais fácil com o maior impacto geral.
 

6. Adicione produtos que incentivem a sustentabilidade

Esta é uma dica que vai depender do que você já vende, mas uma maneira de tornar a sustentabilidade uma parte fundamental do seu negócio é incluir produtos focados na sustentabilidade em suas ofertas – especialmente porque um mercado crescente de clientes está interessado em comprar esses produtos.
 

Isso pode significar fornecer alternativas mais ecológicas aos produtos existentes ou que resolvam problemas que permitem às pessoas viver de forma mais sustentável. Por exemplo, uma empresa que produz molhos para vender pela internet poderia substituir as embalagens de plásticos por embalagens de vidros que podem ser reutilizadas pelos clientes. Além de ser mais sustentável, essa ainda seria uma ótima maneira de fortalecer a marca – garantindo embalagens com a logo da empresa na casa dos clientes.
 

Seu e-commerce está preparado para as ações de sustentabilidade?

Resumindo, a sustentabilidade ambiental e o comércio eletrônico são compatíveis e a implementação de ações de sustentabilidade para o seu negócio online representa uma grande oportunidade para o crescimento do negócio.
 

O mundo está mudando e nós – consumidores e varejistas – devemos mudar com ele. Aqueles que são corajosos e responsáveis o suficiente para dar o passo e liderar um caminho para a era dos negócios sustentáveis certamente se beneficiarão com isso.
 

A tendência das ações de sustentabilidade está crescendo e os clientes estão cada vez mais conscientes das questões ambientais e do papel do comércio eletrônico na preservação do meio ambiente. Eles não só atribuem grande importância ao transporte ecológico e ao cumprimento sustentável, mas também insistem em um design sustentável de produtos justos e duráveis.
 

Tornar-se uma empresa de comércio eletrônico verde não significa necessariamente um grande fardo financeiro, especialmente a longo prazo. Na verdade, é ótimo para suas atividades de marketing e ajuda você a obter uma imagem de marca positiva no mercado como um varejista responsável.
 

Agora é sua chance de usar esse conhecimento e implementar uma estratégia baseada em ações de sustentabilidade para sua loja online!

 

Você já conhecia a importância das ações de sustentabilidade para ajudar na preservação do planeta? Seu e-commerce já enxerga a sustentabilidade como uma de suas prioridades? Deixe o seu comentário!